A essência do cristianismo

essência do cristianismo
6 minutos para ler

A essência do Cristianismo na minha história. Enquanto crescia em um mundo artificialmente iluminado pelas expectativas e promessas do progresso da sociedade, dos avanços científicos e da evolução humana, aos domingos, juntamente com meus dois irmãos, minhas duas irmãs e meus pais, eu ia à igreja. Muitas de minhas memórias mais vívidas da infância são “dominicais”.

Até a luz do Sol entrando na janela do quarto era diferente na manhã de domingo. O som e o aroma que vinham da cozinha também, e ofereciam o tom e o contexto para a vida no “dia do Senhor”. Enquanto meu pai cantarolava seus hinos prediletos e preparava o café, e enquanto eu e meus irmãos, sob a supervisão da minha mãe, disputávamos a vez no único banheiro da casa, eu e minha família éramos despertados para aquela realidade luminosa centrada na presença de Deus.

Memórias do Cristianismo

Ao ocupar meus pensamentos com essas memórias, não pude evitar de notar como é bela esta imagem: a de um homem, sua esposa e seus filhos, cada um com a sua própria Bíblia em mãos, chegando para cultuar a Deus em família juntamente com sua comunidade de fé. Não há nada tão sublime em nossa experiência de vida que se iguale a isso. Lembro-me que, enquanto eu crescia no mundo durante a semana, aos domingos havia os cultos matinais, as aulas bíblicas, os sermões, os fartos almoços à mesa – quase sempre estendida para caber outra família especialmente convidada – com a família, o culto à noite, a despedida na porta da igreja e a volta para casa.

Enquanto ia à igreja aos domingos

Contudo, enquanto ia à igreja aos domingos, eu crescia de segunda a sábado em um mundo fortemente iluminado pelo ímpeto materialista da nossa sociedade. Com o tempo os domingos foram se tornando “menores”, cada vez mais “comuns”; passaram a ser “apenas mais um dia”, foram “se apagando”. No mundo obscuro da vida real em que cresci, a luz necessária para concebermos tudo o que é eterno foi bloqueada, e o brilho direcional, vindo das infindáveis buscas por uma felicidade apenas por meio da prosperidade econômica, do conforto material e da realização emocional no presente, assumiu o seu lugar.

É importante que se diga duas coisas acerca dessas luzes: em primeiro lugar, elas enganam porque são do tipo direcional (aquelas que iluminam apenas um ponto) e elas estão sempre apontadas para os nossos olhos, fazendo com que todo o resto permaneça nas sombras. A segunda coisa importante a dizer é que elas enganam porque são luzes artificiais, ou seja, servem somente para a noite. Por isso, a escuridão será sempre necessária, pois essas luzes desaparecem – não porque se apagam, mas porque se tornam irrelevantes – na presença da luz do Sol.

Crescia nesse mundo tenebroso

Enquanto crescia nesse mundo tenebroso, os mais belos e amáveis hinos foram perdendo o brilho, os sermões do pastor tornaram-se enfadonhos, distantes e os momentos de oração passaram a ser uma prática fria e sem significado. E, no fim, posso dizer que a história toda foi se afunilando, conduzindo tudo a um único ato em uma cena crucial: um adolescente de joelhos, orando, com a vista ofuscada pelos curiosos feixes de luz que vinham de fora, enfrentando a tentação de dar as costas para o Sol e afastar-se da “verdadeira luz que ilumina a humanidade” (João 1:4).

Até que seus olhos foram abertos – com a ajuda de um certo livro, chamado Cristianismo puro e simples –, de maneira que “a luz do evangelho da glória de Cristo resplandecesse sobre Ele” (2 Coríntios 4:4).

Bom, para encurtar a história, o menino cresceu e continua lá, de joelhos, em constante e perseverante oração. Hoje, daquele lugar onde se ajoelha na presença de Deus, o menino que cresceu é capaz de perceber a vida inteira sob a luz do favor amoroso do Senhor. Dali, todo dia é como se fosse domingo, e os domingos… ah, os domingos são as primícias que antecipam e asseguram a colheita dos frutos da vida que é vivida na presença do Eterno a semana inteira; hoje, de lá, posso ver que tudo ganha contornos eternos e a glória de

Deus pode ser vista em toda a parte. Por isso, querido(a) amigo(a), levante-se e venha comigo por esta trilha que parte da desolação da incredulidade para encontrar a esperança da fé em Cristo, da frieza do cinismo para o caloroso acolhimento da presença de Deus, uma jornada que parte da tristeza rumo à alegria extasiante, da angústia para o conforto, das trevas para a luz.

O que é importante na vida Cristã

Cristianismo puro e simples sempre fará parte das minhas listas com os três livros mais importantes que li. Em muitos aspectos, ele sempre será o que mais profundamente me marcou. Esse meu encontro com C. S. Lewis aconteceu no “hall de entrada” da minha vida cristã. Lembro-me bem que eu estava de saída, a poucos passos da porta que levava para fora da minha cosmovisão Bíblica, para longe do acolhimento, do conforto, do prazer e do descanso que tanto desejava encontrar e que somente a fé em Cristo pode oferecer.

A cada página, a cada capítulo, foi como se “o mais relutante dos convertidos” – era assim que ele se considerava – me dissesse: “Não saia! Eu vim de lá e conheço bem o que tem lá fora. Por isso, se me permitir, eu preciso falar do que encontrei aqui dentro. enho certeza, que depois que os seus olhos se abrirem para a beleza e para a grandeza desta casa, você jamais vai considerar sair. Acredite!”

Ainda que eu ame conversar com outras pessoas acerca da “razão da esperança que há em mim”. Acontece que sou péssimo em debates – muito embora nunca fuja deles. O que eu gosto de verdade é ir para um lugar tranquilo e pedir para a minha alma “puxar uma cadeira” e “se sentar comigo” sob a luz radiante do Evangelho, e então passarmos um longo tempo conversando sobre tudo o que é importante na vida.

Texto extraído da Jornada Essência. Mensagem do Pr. Marcos M. Magalhaes –

Doxaboxjornada Essência !

Você também pode gostar

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.