O amor é uma ideia central na Bíblia

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“Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” Mateus 22:36-40

“Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”. O grande mandamento, na verdade, são dois. Nas palavras do Nosso Senhor, esses dois mandamentos sustentam toda a Lei e os Profetas. Em outras palavras, tudo o que Deus revelou acerca de como os seres humanos deveriam viver (na Lei e nos Profetas) é dependente do ato de amar – de acordo com o apóstolo Paulo, amar implica “cumprir” (Romanos 13:9) e “resumir” (Gálatas 5:14) toda a Lei –, é como se o amor fosse a essência de tudo aquilo que Deus deseja encontrar naqueles que foram criados de acordo com a Sua imagem. Podemos então dizer que, nesse sentido, pecar é não amar, da mesma forma que amar é o mesmo que obedecer e agradar a Deus.

Quanto maior e mais rico de recursos ele for, mais da vida conseguimos comunicar. Sabendo disso, os escritores do Novo Testamento, conduzidos pelo sopro do Espírito de Deus, recorreram a nada menos que quatro importantes palavras gregas para comunicar o significado do amor em pelo menos quatro dimensões distintas: storgē, philia, erōs e agapē. Quatro palavras diferentes, que colocam luz sobre determinado aspecto, mas juntas, quando são vistas de forma a considerar suas particularidades, elas iluminam e ampliam os horizontes do nosso entendimento acerca do que quer realmente dizer o amor. Com C. S. Lewis, Agostinho, Paul Miller, J. I. Packer, Brennan Manning, Elyse Fitzpatrick e outros mestres cristãos, prepare-se para a expansão, para a abrangência e para a profundidade.

O amor

Ágapē, o amor é uma ideia central na Bíblia e, de certa forma, expressa o conteúdo integral da fé cristã: o amor é a atividade essencial de Deus para conosco, como também a reação que Ele espera de nós é que amemos a Ele e aos nossos próximos. Você precisa meditar sobre isso.

Em O amor andou entre nós, Paul Miller levanta alguns questionamentos significativos: Há lição mais difícil do que aprender a amar? Como amar alguém que não nos ama – que só se afasta de nós ou demonstra ingratidão? Como amar sem cair numa armadilha ou sem ser usado por outra pessoa? Como amar quando temos nossos próprios problemas? Quando vamos cuidar de nós mesmos? Quando somos compassivos as pessoas tiram vantagem; quando somos honestos, elas ficam zangadas.”

O que fazer, então?

Amar ou não amar, eis a questão! Qual é a coisa certa a fazer, devemos amar ou devemos nos proteger das desilusões amorosas? A resposta, como disse C. S. Lewis em Os quatro amores é que não temos opção. “Cristo não ensinou e sofreu para que nós fôssemos mais cuidadosos com nossa felicidade, mesmo nos amores naturais. […] Nós seguimos aquele que chorou sobre Jerusalém e diante do túmulo de Lázaro, […] aquele que em seu último momento bradou ‘Por que me abandonaste?’” Isso porque “Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa, e seu coração certamente vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, você não deve entregá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro, sombrio, sem movimento, sem ar – ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai se tornar indestrutível, impenetrável, irredimível. A alternativa à tragédia, ou pelo menos ao risco de uma tragédia, é a condenação. O único lugar além do Céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e todas as perturbações do amor é o inferno.” 

Amor-Absoluto X Amor-Necessidade

“O Amor Absoluto, o amor divino é um Amor-Doação. O Pai entrega ao Filho tudo o que Ele é e tem. O Filho Se entrega ao Pai e Se entrega ao mundo e ao Pai pelo mundo, e com isso também resgata o mundo (Nele mesmo) para o Pai.”  Por outro lado, “O que há de menos parecido com tudo o que acreditamos ser a vida de Deus do que o Amor-Necessidade? Ele não precisa de nada, mas nosso Amor-Necessidade, como percebeu Platão, é ‘filho da pobreza’. É o reflexo exato de nossa verdadeira natureza na consciência. Nós nascemos indefesos. Assim que adquirimos consciência plena, descobrimos a solidão. Precisamos dos outros física, emocional e intelectualmente; precisamos deles para conhecer o que quer que seja, inclusive a nós mesmos.” C. S. Lewis (Os quatro amores

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